No jardim da alma
onde flores deveriam brotar
há um solo árido
onde o amor não ousa ficar
As raízes secaram
os espinhos se multiplicaram
e o que restou
é um vazio que não se pode medir
É um barco sem mar
Uma tela sem cor
Uma rua deserta
Um jardim sem flor
Agora é indiferença
o que era paixão
e o que era sonho
virou desilusão
Talvez, um dia
um dia qualquer
possa mergulhar
noutro amor que vier.
Mário Margaride
26-04-2024

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