Sou resto das cinzas de nós
onde o amor ardeu no incêndio da desilusão
onde a utopia viveu tempos eufóricos
no chão brilhante da paixão
Na pira onde moram os restos
as cinzas que arderam em fogo brando
jaz moribundo aquele ardor
que se desfez em partículas de pó
Sou resto das cinzas de nós
espalhadas no chão cinzento e ressequido
deste palco opaco e negro
no teatro funesto, da desilusão.
Mário Margaride
14-06-2010

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