No altar do teu riso ergui meu amor
jurando eternidade em doce alegria
mas sob o véu da voz, frio torpor
crescia a sombra cinzenta e fria
Falavas de lealdade e de amor
enquanto o gesto oculto, mentiroso
tecia em mim silêncio e dissabor
colhendo do meu sonho um acordar asqueroso
Mentiste como quem pede perdão
e a culpa perfumaste em poesia
fizeste da promessa uma prisão
Traíste o pacto ao cair do dia
e eu, náufrago da tua contramão
aprendi que amar não é fantasia.
Mário Margaride
23-07-2018

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