As noites passam devagar
nos túneis onde os sonhos se recolhem
com medo de serem acordados
Vivem na sombra
nos escombros
nos anseios
nas catacumbas
no mais recôndito esconderijo
do nosso querer
Não têm pressa de se exporem
às utopias
às vontades
aos desejos
dos mais românticos sonhadores
E vão divagando no vácuo da memória
do nosso subconsciente
deixando o sono nos absorver
serenamente...
nos braços da noite.
Mário Margaride
24-08-2026

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