Há sombras no meu olhar
quando estou neste silêncio
nesta solidão constante
mesmo a querendo afastar
ela está sempre presente
a todo e qualquer instante
É neste estado de alma
nesta inquietação
que há sombras no meu olhar
que não consigo evitar
e me entristece o coração
São sombras que insistem
em se instalar nos meus olhos
neste tempo que é só meu
mas tenho que as avisar
não pretendo alimentar
esta escuridão de breu
Nesta passagem cinzenta
nesta solidão funesta
vou dizer às emoções
que o sol tem que surgir
para alegremente sorrir
e fazermos uma festa
E nesta onda, neste mar
a solidão se esvai
tal como a sua desgraça
e as sombras no meu olhar
desaparecerão devagar
tal como o vento que passa.
Mário Margaride

ResponderExcluirUn’intensa riflessione sulla lotta interiore tra la malinconia e la volontà di rinascita, dove la luce della speranza riesce infine a diradare le ombre della solitudine.
Un saluto